É referido, num documento, de 1817, que o Barão do Sobral, Wenceslau Braancamp andava a construir com recurso a engenheiros ingleses, um moinho na Vila do Barreiro, o qual em 1820, é descrito como “um moinho de vento que não tem semelhante neste reino, e talvez que não haja nas outras nações.” Uma autêntica fábrica de moagem vertical com “5 andares de sólida construção, obrigando a um maquinismo tal, que, simultaneamente joeirava o trigo, conduzindo-o a quatro mós, e destas aos peneiros, onde as farinhas eram separadas das sêmeas”. O tempo e um incêndio levou à sua ruína, contudo, reduzido a uma altura de 3 metros, a sua base e a fábrica que o rodeava foram aproveitadas sucessivamente pelos estabelecimentos agrícolas e industriais que vieram a ocupar o espaço daquela que até hoje é conhecida como Quinta Braamcamp.